“Ibirapitanga”, nome em tupi para a árvore do pau-brasil, que significa “madeira vermelha”, é feita a partir dos próprios fragmentos da árvore que nomeia este país: folhas e cascas do pau-brasil. Substituindo as cores clássicas por texturas orgânicas.
Esses materiais tensionam os símbolos nacionais e as narrativas que eles sustentam. A árvore que deu nome ao país carrega a história da pilhagem colonial. Seu corpo é memória da transformação de territórios, saberes e vidas em mercadoria. Ao sobrepor esses fragmentos à imagem da bandeira, a obra confronta estruturas coloniais ainda operantes nos discursos de nação e pertencimento.
A escolha da gravura em metal foi intencional. Ao traçar poéticas entre o processo da técnica com as profundas marcas da transformação do território nacional (das folhas que foram prensadas à corrosão intensional da matriz de metal). A própria árvore é, aqui, documento.